sábado, 23 de outubro de 2010

- Em algum lugar...

Muito distante de mim, separado por quilômetros de estradas e algumas paredes, uma pessoa em particular faz aniversário. Em pensar que há alguns anos atrás nascia alguém que iria me trazer tanta alegria. Nesse dia tão importante eu não posso estar com você. Só me resta te desejar tudo de bom, desejar que você seja feliz e que tudo que você deseja se torne realidade. Quero de desejar paz, saúde, sucesso. Palavras não valem nada mas é tudo o que tenho às 23:44. Espero que você entenda. Enfim, onde quer que eu esteja, independende da situação, sempre vou lembrar de você!
Feliz aniversário, Gustavo Pucci ♥

domingo, 3 de outubro de 2010

Lost.


Eu queria era saber onde foi parar aquele sol lindo de primavera, que ardia nas minhas costas enquanto eu andava sem rumo pelas ruas de asfalto que ligavam nossas casas. Aonde está aquele verde nas àrvores, aquele céu azul com núvens fofas e brancas. Não sei onde está o perfume da cidade, aquele cheiro de ar sujo com perfumes baratos. Queria rever os rostos do passado, um passado onde eu vivia andando sem destino, sorrindo, sem medo das pedras.
Eu queria ver de novo a vista da sua janela. Queria sentir seus lábios se encurvarem e formarem um sorriso enquanto ainda tocava os meus lábios. Quem dera eu ouvir sua gargalhada ecoando pelas paredes azuis.
Está tudo tão perdido, escrito nas páginas amareladas de um livro velho. Lá dentro estou eu, procurando pelas entrelinhas, onde foi parar o passado colorido que deixou o mundo onde eu vivo hoje, sem você.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Heartless

Por fora ele tinha a imagem que todas gostavam. Alto, pele clara, cabelos fora de ordem e negros. Os olhos eram duas esferas perfeitas de uma escuridão absurda. O jeito de andar, o modo como falava e até o perfume indicavam o cara errado, perfeito pra você não se apaixonar. Era audacioso, corajoso, empolgante, sedutor... viciante.
Por dentro era um garoto que chorou com a primeira decepção amorosa e por culpa disso, nunca mais acreditou no amor. Em algum lugar na estrada da vida ele perdeu o coração para alguma mulher sem coração. Ela levou-o como lembrança de um história adolescente que terminou de forma nada agradável. Como terminou? Ela o feriu com a própria espada. Traição. Quem era caçador, virou caça.
Mas de tudo o que vivemos, tiramos uma lição... ele também. Nunca mais se apaixonou. Podia alguém viver sem uma alma? É, talvez não dê para amar quando não se tem um coração. Mas ele não entendeu que o amor sempre acontece. Uma hora ou outra ele aparece, geralmente dos momentos mais inesperados, e nos abala, bagunça, confunde, mistura, mexe e remexe. E às vezes se vai, mas acredite, ele sempre volta.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

- Resumos, rascunhos, rabiscos


Você não vai entender, eu sei.
Isso não vai fazer você voltar pra mim.
Tudo o que eu tenho pra dizer, meu bem
Você já está cansado de saber.

Percebeu que eu sem você sou perfume sem essencia?
Reparou que sua vida é a razão da minha existencia?
O todo pra mim se resume no teu nome.
E quando penso que eu te encontrei, você some.

Você é um anagrama que não consigo desvendar.
O pôr-do-sol não se compara ao teu olhar.
As roupas mais caras não são melhores que te abraçar.
Não posso negar, quero te ver, te olhar, ficar contigo sem hora pra voltar.

- Control your poison, baby


Tão grande e tão pequena, tão forte e tão frágil, tão inteligente e tão burra, tão esperta e tão cega. Ela sobe no salto e ainda é tão baixa. Faz de uma página de Internet, seu diário pessoal. Acha que é a dona da razão, dona da bondade, dos melhores amigos e de um mundo perfeito, mas mal vê que o solo está se abrindo sob seus pés. Vê defeitos em todos à sua volta mas não vê que primeiro, a gente deve analizar os próprios defeitos. E suas palavras, as que ela pensa que são tão certas, se embaralham na ilusão que é seu mundo. Se meu mundo é de mentira eu não sei, mas o seu é um teatro completo, com direito a coreografia, texto e diretor. E ao invéz de você dirigir sua própria peça, quem comanda cada passo são as vozes que ecoam fora da sua cabeça.
Olhe pra você, veja como você é agora. Antes, bem antes, você não era assim. Você não tinha maldade nas palavras, tratava todos com educação e não com sarcasmo, tinha postura digna de princesa. Mas você quis ser mais, mais do que podia ser. Agora vejo no monstro que você se tornou. Ignorante, inconsequente, prepotente e abalável. Sim, meu anjo, abalável. Tão vulnerável quanto uma boneca de porcelana, maleável como argila, fútil como uma criança. Seu mundo não tem bases sólidas, feito de mentiras. E de ti, pequena, tenho pena. Pena porque você está indo por um caminho sem volta, pena porque sei que no frio do vento, seu coração dói. Ele tem uma rachadura assim como o meu, eu sei como você se sente. Eles disseram que iriam colar band-aids mas isso não foi suficiente. Você se sente sozinha e acha que, de alguma forma, a rachadura teve minha influencia. Acorde, isso não é verdade. A verdade não se ouve, ela não tem cor nem cheiro, não pode ser sussurrada nem sentida, apenas vista.
Abra seus olhos, o que você vê?

terça-feira, 27 de julho de 2010

- poesias, arranjos, você

Tentei começar esse texto um milhão de vezes e ainda não sei ao certo o que escrever. Você não vai ler, não vai ver, não vai saber. Permanecerá em segredo. Creio eu que em breve nos veremos, nos cruzaremos e seremos obrigados a nos olhar. Antes, os olhares eram doces, hoje nem tanto. Coração, como foi fazer isso comigo? Sofro a tanto tempo, dei tempo ao tal do tempo e o tempo me enganou. Vou ser obrigada a vestir minha melhor fantasia de garota forte, feliz e divertida outra vez. E vai doer ver você tocá-la, não vai ser fácil ouvir você chamando o nome dela. A pele que um dia me tocou, a voz que tantas vezes repetiu meu nome de formas diferentes... eu ainda me lembro tão bem. Gostaria de saber o que fazer com meus cacos...
Sou algo tão incompleto como melodia sem letra, violão sem corda, lápis sem papel, estrelas sem céu. Sem você sou verdade incerta, natureza morta, dedo sem anel.
Que saudades de você, que vontade de te ver, que sonho ser o que eu já fui um dia.
Que vontade de gritar, que raiva de te amar, que noite escura e fria.

terça-feira, 6 de julho de 2010

- empty

Não faz sentido algum mas eu me sinto tão vazia... mais vazia que o normal. Tenho ficado calada por um motivo que desconheço. Talvez eu até conheça mas ainda não faz sentido. Me deprimir constante e facilmente tem sido normal. Abraço meu corpo frio de madrugada como se eu fosse desmontar-me pela cama. Choro com facilidade.
Nada tem graça e é raridade uma risada gostosa. Falta interesse pelas coisas e pessoas, falta coragem para acordar e sobra preguiça pra ir dormir. Concentração é algo que não conheço mais. Vontade de ficar calada, coisa que eu pensei que jamais teria, é o que mais tenho.
Quanto mais ando, mais quero me afastar. Quanto mais me afasto, mais quero te encontrar. E por mais sozinha que eu esteja, ainda te sinto comigo. Há uma janela aberta no topo de um castelo, olho pra ela e imagino se o mundo é diferente do outro lado da parede.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

- bad days

O problema é quando eu te encontro, quando te vejo eu desmorono. Eu não sei mais como lidar com as situações que eu passo frente a frente com você. Eu queria uma algema forte pra prender você do meu lado sem essa dor, sem esse buraco, sem a ferida, sem o buraco... sem chorar. Sonho bonito se isso fosse real... sonho. O problema foi te conhecer, foi me apaixonar. Será que é só pra mim que o amor é tão ruim? Será só no meu céu que as nuvens negras se estacionaram? A garotinha queria apenas saber onde foi parar o sol das manhãs de sábado dormindo até tarde.
Os dias pra mim são todos iguais, todos coisas ruins. Faz parte do meu eu, não tem como separar. E eu ainda queria saber onde está aquela luz que ardia na pele nas tardes de domingo. Os dias viraram desespero, tortura, solidão. Sem você aqui não tem tanto sentido afinal... nunca teve sentido mesmo. Preciso de alguém pra me vigiar, cuidar por onde ando, ver o que estou fazendo, o que estou comendo, alguém pra se preocupar comigo e me deixar nervosa com isso. Antes nervosa do que triste. Você é um problema, meu problema. Dá pra ver nos olhos, dá pra perceber que não tem jeito o meu estado. Já era. Você levou meu coração com você e o arrasta pelo chão por onde quer que vá, até pela contra-mão. Dia ruim de novo, lágrimas no travesseiro, solidão, tortura, buraco, escuro, silêncio.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

- redemption

Você não quer, mas se por acaso você sonha comigo, algo mexe em você. Minha voz te agonia, eu percebo. Meu sorriso te incomoda? Te tortura? Porque? Por não ser mais seu? Eu vejo como seus olhos me fitam quando eu o faço. Você me olha de um jeito como se uma faca estivesse cravada em seu peito. Está? Porque você me chama pelo nome e não pelo apelido que me deu? Ele cutuca uma feria em você assim como em mim, suponho. Talvez chamar-me como antes chamou seja um meio de lembrar do éramos. Porque faz questão de tocar em assuntos que me incomodam quando estamos perto? Porque faz questão de chegar tão perto? Porque faz parecer que você é o bonzinho? Porque conversa com os outros olhando pra mim? Reparou como quase não me sobra voz ao te ver? Isso se chama Redenção. Eu me rendi aos sentimentos, vacilei em deixar você percebê-los. Não pude me conter ao te ver, eu desmoronei, confesso. Mas isso é render-se, render-se de corpo, alma e coração. Se errei ou não, se você sabe ou não, eu me rendi... pra você!

- changes

Até um tempo atrás, eu precisaria de muitos dedos para contar meus amigos, precisaria de um caderno de brochura para escrever todos os meus sonhos, de muitos anos de vida pra querer morrer e de apenas 1/4 de barra de chocolate para suprir meus momentos de carência. Hoje, pude perceber que me sobraram poucos amigos de verdade, aqueles que a gente confia e que agora uso apenas minhas duas mãos para contá-los. Se eu usa 5 linhas para escrever meus sonhos é muito. Muitos anos de vida? Não desejo isso nesta vida! E só de chocolate eu tive um prejuízo enorme. As coisas mudaram, hoje se tu não tem um celular, twitter, album decente no orkut ou tênis de marca, tu tá por fora. E se tu não gosta de celular, twitter, não curte tirar fotos e nem usar tênis, o que isso tem a ver? Simples, a merda da moda! Vai querer ficar de fora? Tuas amigas te zuando, os amigos precionando? Taxado de mané porque ainda escuta The Ramones enquanto todo mundo tá cantando o novo single da Lady Gaga? As coisas mudaram muito rápido. O mundo mudou, me mudou. Me vestiu do jeito que ele quis. Tirou meus amigos, meus hábitos, minhas vontades... me mandou você. Como se não bastasse ter me tirado tudo, mandou você pra arrazar com a minha vida. Mano, tu me ferrou.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

- I'm better with you

Tão difícil olhar pra você e ver que a linha dos seus olhos não cruzam com os meus. Tão ruim ouvir sua voz e saber que não é de mim que você fala. Horrível ser ignorada por você, horrível ser desprezada, horrível me sentir usada por você.
No fim das contas eu já nem sei o que sinto, não sei se gosto ou se não gosto tanto assim de você. Ando mais confusa do que o comum, até porque o amor - ou seja lá o que é isso que eu sinto - é assim, confusão. Mas é desesperador sentir você tão longe sabendo que o que nos separa são paredes, uma distância que valeria a pena ser percorrida se você quisesse. Talvez não sejam só paredes que nos separam, talvez seja um mundo inteiro, pessoas, ideologias, personalidades opostas. Sou tão diferente assim? Talvez. Há algum problema em não gostar tanto assim do amor? Porque eu nem acho ele isso tudo. É. Eu devo ter algum problema mas é isso afinal, desavenças com o amor. Ele e eu não somos tão amigos assim. É que eu não sei como me comportar depois de ter sofrido pelo tal amor de verdade. Se eu me afasto e sou fria é por medo, insegurança. Mas eu me sentiria um pouco melhor se você provasse o contrário do que eu acho. Me sentira bastante melhor. Eu sei que sou melhor com você apesar de odiar admitir isso. Mas por enquanto, não queira me ver sorrindo sem você ao meu lado, não diga que quer me ver feliz, que deseja tudo de bom pra mim. Porque se soubesse como eu me sinto, se sentisse a diferença de como eu sou com você, você voltaria.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

- Sport Club Corinthians Paulista

Que me venham os colorados com todos os campeonatos conquistados, que me venham os palmeirenses com a lista de libertadores, que venham também os santistas com os capeonatos paulistas, todos se gabando dos prêmios e das vitórias dizendo-me que no ano do centenário corinthiano, sem ter nada comemoraremos. Que me venham eles dizendo pra esquecer esse time de nada e torcer pra algum campeão. Venham, podem vir, mas sabe o que acontece? Não posso destilar meu sangue alvi-negro e trocar por outro. Porque trago meu time no sangue, em cada célula do meu corpo. Tatuado na alma, pra sempre na vida, vencendo e perdendo, ainda Corinthians. E isso meus amigos, talvez seja algo que vocês não entendem, mas saibam que sim, loucos somos todos nós, corinthianos. Porque só um louco de verdade, assumido e sem pudor para amar tanto assim alguns jogadores que nem nos conhecem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

- leaving you

Uma hora vai doer. Em algum momento algo vai te fazer lembrar. Alguma foto vai te fazer chorar. Alguma música vai te arrepiar. As lembranças que você mantém em sua cabeça se manifestam involuntariamente. Em mim doeu. Ainda dói. O coração espedaçado que mantenho entre os pulmões cançados ainda sangra. A solidão ainda invade meu ser, as músicas ainda me arrepiam. As fotos? Essas eu rasguei, mas te fotografei na minha retina. E é você que eu vejo quando fecho os olhos. Agora, adormecida em minha cama, rolo de um lado para o outro, deslizo entre os lençóis, agonizo entre as madrugadas. Cada noite que durmo, eu penso em você. Ainda mergulhada no mundo dos sonhos eu vejo seu rosto, vejo numa perfeição real, como se eu realmente estivesse de frente pra você. Dá pra notar o que você faz comigo? Cada noite que você me rouba torna meu dia seguinte um porre. Cada lembrança tua é impossível de rasgar como as fotos. Correndo em um túnel escuro, porque eu não vejo a luz no fim dele? Porque eu não consigo te deixar? Porque, por mais que pareça que eu estou te deixando, ainda estou escrevendo aqui? Eu desisti de ter você, mas não consigo deixar de ser só sua.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

- one second to breath

Hoje, indiferente dos demais dias, pensei em você. Lembrei de você, de mim, de nós, do nada que ficou, do tudo que antes era. Fiquei fantasiando com as lembranças e quando vi estava falando sozinha pela sala. Sentada no chão frio, me dei conta de quão sozinha estava. Uma casa vazia, as paredes sem cor, o ar sem seu cheiro... eu sem você. Parecia tão melhor antes, tão mais aconchegante, tão menos cinza. As nuvens tampam o sol lá fora, mas ainda que ele brilhe, aqui dentro ainda é frio. Quase pude sentir seu toque, quase senti seu cheiro.
Ainda dói e causa revolta, porque eu pensei que não causaria mais? Porque eu pensei que a ferida ia melhorar. Eu lembro de nós dois, era tão certo, e do nada teve um fim. Eu espero você chegar, espero o telefone tocar, espero ouvir sua voz, mas eu sei que não virá. Sei que tudo que deixou é isso, lembranças numa memória fotográfica.
Preciso respirar. Me dê um segundo para tomar fôlego outra vez, pra poder mergulhar de novo nos pensamentos.
Eu sei que quando eu voltar à superficie, a ferida estará latejando. Mas não posso me negar esses últimos momentos de nostalgia, não posso impedir meus pensamentos, não posso barrá-los, eles simplesmente me invadem. Até porque tudo o que era nosso mexe comigo, afeta meus movimentos, minha fala. Um segundo e tudo volta ao normal, ou quase isso.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

- maybe I know

No fundo, no fundo, talvez eu saiba como te esquecer. Vai ver, no fim das contas eu nem te amo tanto assim, é só fantasia. Afinal, não é possível amar alguém assim por tanto tempo, ou é? No fundo não é. É possível gostar mesmo sem ser retribuído visivelmente? Mesmo com a distância? Sim, talvez seja. Talvez a dor no meu peito exista de fato, talvez doa inevitavelmente. Talvez eu saiba que foi perda de tempo lutar, esforços em vão...
É que eu já disse, é difícil acordar e dormir pensando em você. Não é tão fácil saber que sua vida já não pertence a mim, que seu coração tem dona, que nossos destinos se separaram afinal. Não é fácil perder alguém que se ama, sabia? Bem, não queira saber. É como se você tivesse que viver sem um órgão do seu corpo, como se você fosse obrigado a ficar preso à uma solidão e ter que arrastá-la onde quer que seja. É como se você quisesse se jogar no chão, como se as pernas não sustentassem o peso do corpo, e você tivesse que ficar de pé. A sensação de estar prestes a cair é terrível. A sensação de morrer aos poucos, aos pedaços, é terrível.
Mas, se tratando de amor, é claro que complica. Por mais que eu saiba do meu sofrimento eu continuo aqui, escrevendo mais um texto pra você, mesmo sabendo que você nunca vai ler.

terça-feira, 20 de abril de 2010

- says me

Eu não sei como posso gostar tanto de você. Eu não sei o que eu vejo em você. Mas o amor é isso mesmo, não se explica, se sente. E eu sinto de um jeito tão... dolorido. Seu nome é uma navalha na minha alma, perfura a ferida que já existe em mim toda vez que eu o ouço. Eu não tenho nenhum motivo pra continuar aqui, mas ainda cá estou.
Mas hoje eu vi que já existe alguém que já ocupa meu lugar há muito tempo. Alguém que te ama de verdade como eu amei também, que te faz feliz, talvez mais do que eu fiz. Alguém melhor que eu, talvez. É alguém que eu invejo, de forma boa, por ter seu coração. Sei que ela te ama, sei que você a ama, sei que eu sobrei, já era. Mas é tão ruim ser assim, acabar como acabou, doer como dói. Mas eu desisti de ter você.
Se, por acaso você quiser voltar e eu ainda amar você, meus braços vão se arrepiar quando encontrar o seu abraço. Mas por hora, eu estou dizendo adeus.

domingo, 18 de abril de 2010

- forget

Eu não posso fazer nada, você sabe que o culpado é você. Quem errou, pisou e fez doer foi você. Depois de tudo, de todo o sofrimento, lágrimas e tigelas e mais tigelas de brigadeiro, eu estou conseguindo superar... devagar. Ainda não estou cem por cento, mas estou de pé. Já consigo caminhar sem sentir vontade de me jogar na frente de um ônibus, ou quase não sinto. Às vezes é difícil, ainda dói de vez em quando, talvez seja saudade, ou não.
Mas a verdade é que agora eu vou tirar a prova, vou ver se não encontro o cara certo dentro dos caras errados, ou pelo menos vou tentar me enganar. Tudo é melhor que continuar como estou, continuar morrendo aos poucos. Apesar de não ser igual sem você, eu vou tentar sorrir, tentar me divertir, tentar me entregar de verdade. Não tem problema nenhum em tentar ser feliz, não é? Não pertenço a ninguém, meu destino não está traçado, mas isso é só uma questão de tempo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

- pai;

Eu sei que nada que eu faça vai te trazer de volta. Eu sei que meus lamentos, minhas lágrimas, meus gritos de socorro e nem meus apelos desesperados vão fazer você levantar. Mas é que não tem sido fácil sem você, não mesmo. Tens visto como ando sofrendo? Tens visto a falta que tens feito? Eu sei que de algum lugar você me vê, e de alguma forma eu te sinto. Mas as vezes a solidão é maior... é insuportável. Eu me revolto porque não foi justo fazer isso com pessoas que nunca fizeram nada de mal. Não é justo, tantos que não merecem ainda tem seus pais, e eu que não me lembro de ter feito algo para merecer isso, não tenho o meu. Deus sabe o que faz, eu sei, mas tá tão ruim as vezes que chego pensar em desistir. As vezes a gente sai do controle, perde a calma, o desespero domina... mas é a sua falta que eu sinto. Queria pelo menos um dia poder te abraçar de novo, e dizer o quanto eu te amo papai. Acho que na inoscencia da minha pouca idade eu nunca te disse isso, mas diga-me ó anjo, como é a Terra daí de cima? Anjo sim, meu herói das estrelas. Ser anjo é a única justificativa para voltar para o céu. Mas eu sei que, de alguma forma, você sempre vai me ver e vai me guiar. Pai, me abraça e me faz dormir em paz...

- words unspoken

Sabe aquelas palavras que você não disse? Estas provavelmente são as que realmente deviam ter sido ditas. Quando ficam presas, essas se afundam em nós, como cicatrizes ruins. As palavras não-ditas pesam na alma, se retorcem em nossa mente, nos infernizam, agonizam.
Então você pensa "- Eu devia ter dito isso!", mas agora é tarde.
Então você pensa "- Eu devia ter feito isso!", mas agora também está tarde.
No fundo, você sabe, você sempre errou por não dizer, seja por medo, vergonha ou falta de oportunidade. Mas toda vez que não dizemos o que queríamos, pode ter certeza que depois irá doer em você. Elas vão formar um nó na garganta, que de tanto apertar vai te fazer chorar. Sem conseguir falar, talvez você sufoque. Mas, se tiver uma gota de sorte e conseguir por para fora, não se arrependa, as palavras não-ditas são as mais verdadeiras, não há motivos para temer.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

- It wasn't you

Eu não desejei te conhecer, não desejei ficar tão perto. Não era você meu pedido feito para as estrelas, não era pra você minhas frases de amor. Não era com você que eu queria viver pra sempre, não era em você que eu pensava. Não era por você que eu vivia, respirava. Não era você o grande amor da minha vida, não era. Mas foi. Foi tudo o que eu não queria que fosse... foi o melhor período da minha vida até aqui, foi o melhor abraço, o melhor de mim em outro alguém. Foi... não é mais. Dessespero, é o que você deixou. Não posso te ver para conseguir respirar mas quero ficar perto pra poder viver em paz, ou quase isso. Acostumei-me com as lágrimas e os socos na parede para tentar me segurar, por que não é por você que eu vou morrer, eu acho.
Mas não era você que iria me fazer feliz? Não era você que dizia que viajava nos nossos beijos, que fechava os olhos e respirava fundo? Não era você que me amava e odiava ela?
Não sei o que fazer pra ficar estável novamente, eu sou só metade da música sem você.

- I'll always prefer you

Eu sempre vou preferir você porque você me faz melhor. Você faz bem pra minha alma, pra mente e pro coração. Eu sempre vou preferir você porque é do seu perfume que eu gosto, da sua voz, dos seus olhos que eu gosto. Vou preferir você mesmo que eu tenha que escolher entre o céu e o inferno. Eu sei que estou errada em dizer isso, você não merece uma gota de qualquer sentimento, mas eu não posso evitar. Eu amo você e isso não é segredo pra ninguém, nem pra você. Já reparou como eu paralizo na sua frente? Como eu quase não consigo frear as lágrimas a tempo? Eu sempre vou preferir você querido, sempre. Mesmo que eu tenha que sofrer, eu sei disso. É que eu prefiro o seu jeito do que o dos outros, prefiro o seu abraço, o seu beijo, as suas músicas, seus momentos de sabedoria e de infantilidade. É, eu prefiro você. Entre aqui e lá, eu sempre vou preferir você. Entre sorrir e chorar, eu sempre vou preferir você. Entre eu e os outros, é claro que eu sempre vou preferir você.

quinta-feira, 11 de março de 2010

- Então é isso

É o fim, mesmo? É o que sobrou mesmo. Depois de tudo, depois dos sorrisos, dos abraços, beijos... o que sobrou foi isso? Uma pilha de fotografias, uma pilha de lembranças, de pedaços de mim. Pedaços espalhados pelo chão, pedaços do meu interior. Não sobrou só isso, não em mim. Sobrou ainda a brisa trazendo o perfume que você usava, sobrou o travesseiro vazio ao meu lado. Sobrou um buraco enorme dentro de mim, uma ferida em carne viva, ardendo, doendo fisicamente. Sobrou a falta de sono, a incapacidade de adormecer, a insônia. Sobrou o gosto da sua boca na minha, sobrou a cor dos seus olhos e, ainda que os meus permaneçam fechados, é só os seus que eu vejo. Sobrou a melodia da sua voz, da canção abafada nas cordas da guitarra, sobrou o som da sua risada, sobrou o som do seu silêncio, o melhor silêncio do mundo. Sobrou um reflexo no espelho, que eu olho e não acredito no que vejo. Os olhos sem vida, os lábios em uma linha fina e séria, o formato esguio do rosto. Essa sou eu? Não, é apenas o que sobrou de mim, é isso.

- Toda garota

É normal, nós garotas, termos muitas, muitas, muuuuuuuitas coisas em comum. Por exemplo, toda garota tem, pelo menos, dois ou três tipos de comprimidos para cólicas, um pacote de absorvente reserva e um gloss básico sempre à mão. Toda garota tem um kit de maquiagem com base, pó, blush, sobra e rímel, e viver sem eles é praticamente impossível. Toda garota tem um perfume para ocasiões especiais e outro mais light, toda garota tem um vestido de matar ou um jeans bem apertado e usa eles na certeza que vai arrazar. Toda garota anda de salto alto para ficar mais sexy, mesmo tendo medo ou estando com os pés doendo. Toda garota tem, no mínimo, um ex que dá aquele sorriso ou piscadinha pra te cumprimentar quando você passa. E é óbvio que toda garota tem a atual do seu ex, que te olha de cima à baixo séria e depois abraça o seu ex pra provocar, o que te faz rir, é claro. Toda garota gosta de pelo menos um cara, e se não gosta de um cara, tem atração física fortíssima por uns quatro. Toda garota tem aquela melhor amiga, ou aquelas melhores amigas, que sempre estão ali pra te apoiar independente da hora, e serem paparicadas e protegidas por você. Mas também, toda garota tem um melhor amigo, ou pelo menos aquele menino que ela conversa mais, que vê como amigo mesmo, não como opção ou alvo. É claro que toda garota tem seu charme, seu ponto forte, seja o sorriso, o olhar, a jogada do cabelo, o jeito de andar, a voz ou tudo isso junto. Só que toda garota já chorou por um cara, que certamente não valia nada mas mesmo assim era tudo pra ela. Toda garota já quis morrer por algum motivo, mico ou sofrimento de força maior. Toda garota já torceu o salto em público, já dançou até se acabar, bebeu demais e fez algumas cagadas. Toda garota já deixou de beber com as amigas na festa pra ajudar a levar elas pra casa e depois ficou falando que foi a única que não bebeu pra ajudar as meninas a lembrar das coisas. Toda garota já passou por isso, afinal toda garota é igual!

sexta-feira, 5 de março de 2010

- mãe

Mãe, me desculpa por não ser o que eu deveria ser.
Mãe, eu sei que você é a única que vai sempre me acolher quando eu estiver só, quando ninguém mais me quiser por perto. Mãe, você me esperou por nove meses e chorou de emoção quando eu CHUTEI sua barriga. Você já quis bater em outras crianças por minha causa, já deixou de comprar as suas coisas pra comprar aquele vestido lindo que eu me apaixonei e era caríssimo.
Mãe, por favor me perdoe se eu gritei, me perdoe se eu te ofendi. Mas é que mãe, as coisas não são tão fáceis assim, apesar da pouca idade eu tenho meus momentos difíceis. Mãe, me perdoa se por acaso eu te irritei, se eu deixei de fazer alguma coisa, se eu deixei o tênis no meio da sala, se deixei o copo na mesa do computador, se acabei com o saldo de ligações do seu celular ligando para as minhas amigas. Mãe, por favor, por favor, me perdoa se eu gritei no meio da discução "EU TE ODEIO", porque é mentira. Mãe eu te amo, amo mais que qualquer um.
Obrigada mãe, por todas as vezes que você trocou minhas fraldas, pelos banhos e pelos mimos. Obrigada, quando eu fiquei doente, por você tirar minha temperatura de dez em dez minutos e por comprar tudo o que eu queria comer. Obrigada por perguntar se eu tinha melhorado, sendo que a senhora tinha perguntado isso à menos de quinze minutos. Obrigada por chorar quando eu chorava, por sorrir quando eu sorria e por sofrer se eu sofria. Obrigada por ser mãe e ser pai ao mesmo tempo, isso nunca foi fácil.
Mãe, eu te amo, mas só isso não basta.


quarta-feira, 3 de março de 2010

- fear

Já teve medo de alguma coisa? Já teve medo, pavor, arrepios ou qualquer vestígio de pânico ao falar ou ver algo?
Medo é algo que não se define. Eu, particularmente falando, tenho medo de ter medo. O medo te paraliza, te sufoca, dá um nó na garganta, amolece as pernas, faz o cérebro ficar mais lento, faz você transpirar até a última gota de líquido do seu corpo. Eu tenho medo de ter medo na sua frente, de me petrificar de novo, de embaralhar as palavras -se sair alguma palavra, é claro. Morro de medo, literalmente, todos os dias. Medo de não acordar amanhã e pior medo de acordar pra realidade, uma realidade sem você. Medo de sonhar com você indo embora, medo de sonhar com você comigo. Medo, medo, medo... Odeio ter medo. Medo de fraquejar, medo de não sustentar a base, de não segurar a máscara, de não viver sem você.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

simple

Ah, as pequenas coisas da vida. As pequenas surpresasa que ela nos prega, as pequenas ciladas...
Numa festa, na verdade não é quantos garotos ou garotas que você pegou mas sim as risadas que você deu. Lembra daquele amigo super tímido que acabou bebendo todas e dançou até a festa acabar? E aquele popular que tomou um toco da CDF que por sua vez estava linda *-*
A vida e suas sacanagens, deixando o cotidiano mais leve. Os pequenos detalhes, as mínimas coisas, um simples sorriso são capazes de mudar o dia de alguém. Um "olá" ou um "muito obrigado" pode mudar cituações desagradáveis, podem salvar relacionamentos e criar amizades. Talvez você não possa salvar o mundo, mas o dia de alguém todo mundo pode salvar.

- colorful life

O ser humano vem ao mundo como uma folha em branco e cabe a nós colorí-la. Somos como canetas nas vidas dos outros também. Podemos deixar boas e más marcas nas folhas de alguém, podemos deixá-las coloridas ou não. Mas afinal, você tem deixado a folha das pessoas colorida ou preta&branca? Você tem feito desenhos, escrito coisas boas ou se quer deixou sua marca? Você reclama tanto da cor das suas páginas, mas o que tem feito para mudar a cor das páginas das pessoas?
Às vezes, para uma vida colorida é preciso colorir a vida dos outros. Não por recompesa mas sim por realização pessoal. Ficar feliz não por receber um desenho colorido em sua página, mas sim por colorir a dos outros sem esperar nada em troca.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

- breathlessness

Dizem que Deus está sempre conosco e sempre vê o que fazemos, então decidi tentar uma última vez fazer algumas perguntas a Ele;
- Senhor, porque comigo? Não vê o quanto estou sofrendo? Porque sempre comigo? Eu estava errada, eu sei. Eu não resistirei ficar tão longe assim, mas porque comigo?
Porque ainda não esqueci? Porque ainda dói tanto? Porque ainda me falta o ar? Porque ainda me vem lágrimas nos olhos? Porque um nome ainda machuca tanto?
Senhor, não vê o quanto sua filha sofre? Não vê a que ponto estou chegando? Eu, que não morri de amores por ninguém antes, agora estou sofrendo? Não vê que eu não vou conseguir viver? Não vê o quanto dói? Porque não tira isso de dentro de mim, me alivia.
Senhor, confesso que a fé tem me faltado, que a coragem tem me faltado, que o ar falta até quando o assunto é esse. Confesso que não sei fingir tão bem, confesso. Querer chorar? Confesso que dói segurar as lágrimas, o nó na garganta, o buraco dilatando no peito ao invéz de recesser.
Deus, eu não estou aguentando mais.
Deus, eu não consigo mais fingir.
Deus, me ouça, mate isso dentro de mim.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

- o que mais machuca

Eu iria chorar ao ver você entrar num ônibus e ir para longe de mim para sempre, mas é pior saber que você está apenas a alguns metros de distância, distância que eu não ligaria de percorrer para te encontrar. O que mais machuca é saber que estamos tão próximos a ponto de nunca nos ver, estamos tão próximos e ainda assim tão distantes, separados por algo maior que a distância física... a distância emocional. Estamos separados por algo chamado amor não-correspondido, da sua parte é claro. Isso machuca, imaginar que a distância que nos separa um dia não existiu, era apenas o oposto nos unindo cada vez mais. Não dá pra acreditar que antes o que me machuca hoje era minha fonte de felicidade, porque quando eu te encontro eu congelo, eu me arrepio, eu paralizo... e depois eu desabo, desmorono, sufoco o grito. Maldita distancia, o que mais machuca.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

- eu só queria

ter você por perto mais uma vez, poder olhar pra você sem ter que agonizar toda noite.
Não precisar sufocar os gritos e as lágrimas com o travesseiro, poder tocar sua mão sem medo de me arrepiar com a menor troca de calor, ver teu sorriso iluminar os maiores vestígios de escuridão. Eu queria, quero e sempre vou querer você, sempre vou querer seu beijo, seus olhos nos meus, seu perfume na minha blusa outra vez, seu abraço me envolvendo, o gosto da sua boca, o gosto que só a sua tem. Eu quero você, não dá pra notar? Eu deixo tão subentendido assim? De um jeito que você realmente não possa perceber? Talvez você não saiba mais ler meus olhos, as entrelinhas dos lábios como você fazia antes. Eu só queria tudo de novo, como num déjà vi, outra vez.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

- amanhã

amanhã eu decidi ver você, te encarar de frente e sentir novamente aquela dor que me corrói por dentro e abala por fora. Eu sei como vou sofrer, mas eu preciso da dor pra lembrar que estou viva, ainda... lembra que um dia eu vivi em função de algo, que o motivo de tudo, de cada suspiro era alguém. amanhã eu vou ver como você está e ouvir sua voz mesmo que não seja pra mim. e não ficarei visivelmente triste, afinal seu novo amor estará lá pra me lembrar que você não é mais meu, que seu pensamento não repousa sobre minha face. e amanhã à noite eu pretendo chorar, chorar para a dor passar, como um corte fundo na pele, recheado de dúvida se ainda resta qualquer vestígio de sentimento por mim em você ou se eu simplesmente vou resistir a tudo isso outra vez, mas só amanhã.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

- outra vez

acordei no meio da noite, outra vez , e como de costume me encontrei sozinha entre os lençóis. Meu travesseiro manchado com a maquiagem que escorreu junto com as lágrimas, meu coração vazio e dessesperado como nas noites anteriores. Outra vez sonhei com você, com sua voz e com seus olhos dourados me olhando, sua presença dominando a minha. eu morro de saudade toda noite, morro devagar lembrando de nós, juntos e felizes como se amanhã não importasse. essa era a intenção, não se preocupar. e eu realmente não me preocupava, com você eu não tinha medo do amanhã, eu tinha certeza de que estaria contigo e tudo estaria bem. mais uma vez eu acordo sem você, sem você de noite, sem você de dia, sem você em todo lugar que eu vá. Eu sinto sua falta, falta de você, da sua voz, dos olhos, do beijo, da pele, do cheiro. estou aqui escrevendo para tentar controlar a vontade de te procurar e dizer tudo o que eu não disse, fazer o que eu não fiz e te amar, apenas te amar outra vez.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

- Cause the spaces

between my fingers Are right where yours fit perfectly. ♪
-
porque não há dor maior do que ver você com outras inúmeras vezes e não poder fazer nada . saber que um dia eu já estive no lugar dela , que os seus olhares eram só meus , que eram meus seus beijos , que era pra mim aquela canção no papel do chocolate , que era em mim que você pensava antes de dormir - ou não - , que eram meus lábios se encostando nos teus , meus braços e seus braços eram um único abraço . Que as "semi-declarações de amor" eram pra mim , que as fugas bem camufladas eram comigo , que as risadas mais gostosas eram devido as minhas palhaçadas , que as frases mais bonitas que você disse eram pra mim , que sua outra metade foi eu , que era comigo que as estrelas te viam , que a lua foi testemunha do nosso romance . eu gostaria de estar por perto , perto de você outra vez , do mesmo jeito que antes , com os mesmos olhares apaixonados , queria ficar vendo o pôr-do-sol com você sempre que me sentisse sozinha . queria estar ainda com você , porque é entre os seus dedos que os meus gostam de ficar .

- todos os caminhos

trilham pra gente se ver , todos as trilhas caminham pra gente se achar , viu ♪
-
tudo o que me dizem me lembra você , pra onde eu vou eu te encontro , eu te procuro nos outros olhos , te procuro nos outros abraços , nos outros beijos , e não encontro . cada música é um pedaço de você em mim , cada pedaço de mim é um todo de você . cada olhar que eu dou é imaginando te olhar , cada vez que fantasio é com você , todo fim de conto de fadas é com você que me imagino , o meu feliz pra sempre é com você que eu espero ter .

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

- alone

me sinto só constantemente . há poucas coisas que não me fazem lembrar você , especialmente nos últimos dias . eu gostaria de encontrar outro amor de verão que faça com que o frio constante que há em mim passe , mas eu não tenho tido muita sorte em relação a isso . não há muitas qualidades como as suas , ou melhor , minhas qualidades não agradam a muita gente . basicamente , você apenas existia para me fazer sentir que eu completava alguém e que alguém me completava . mas agora eu me sinto tão sozinha sem você , olhar em volta e ver que não há possibilidades de eu existir sem nenhum vestígio de você .