domingo, 28 de fevereiro de 2010

simple

Ah, as pequenas coisas da vida. As pequenas surpresasa que ela nos prega, as pequenas ciladas...
Numa festa, na verdade não é quantos garotos ou garotas que você pegou mas sim as risadas que você deu. Lembra daquele amigo super tímido que acabou bebendo todas e dançou até a festa acabar? E aquele popular que tomou um toco da CDF que por sua vez estava linda *-*
A vida e suas sacanagens, deixando o cotidiano mais leve. Os pequenos detalhes, as mínimas coisas, um simples sorriso são capazes de mudar o dia de alguém. Um "olá" ou um "muito obrigado" pode mudar cituações desagradáveis, podem salvar relacionamentos e criar amizades. Talvez você não possa salvar o mundo, mas o dia de alguém todo mundo pode salvar.

- colorful life

O ser humano vem ao mundo como uma folha em branco e cabe a nós colorí-la. Somos como canetas nas vidas dos outros também. Podemos deixar boas e más marcas nas folhas de alguém, podemos deixá-las coloridas ou não. Mas afinal, você tem deixado a folha das pessoas colorida ou preta&branca? Você tem feito desenhos, escrito coisas boas ou se quer deixou sua marca? Você reclama tanto da cor das suas páginas, mas o que tem feito para mudar a cor das páginas das pessoas?
Às vezes, para uma vida colorida é preciso colorir a vida dos outros. Não por recompesa mas sim por realização pessoal. Ficar feliz não por receber um desenho colorido em sua página, mas sim por colorir a dos outros sem esperar nada em troca.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

- breathlessness

Dizem que Deus está sempre conosco e sempre vê o que fazemos, então decidi tentar uma última vez fazer algumas perguntas a Ele;
- Senhor, porque comigo? Não vê o quanto estou sofrendo? Porque sempre comigo? Eu estava errada, eu sei. Eu não resistirei ficar tão longe assim, mas porque comigo?
Porque ainda não esqueci? Porque ainda dói tanto? Porque ainda me falta o ar? Porque ainda me vem lágrimas nos olhos? Porque um nome ainda machuca tanto?
Senhor, não vê o quanto sua filha sofre? Não vê a que ponto estou chegando? Eu, que não morri de amores por ninguém antes, agora estou sofrendo? Não vê que eu não vou conseguir viver? Não vê o quanto dói? Porque não tira isso de dentro de mim, me alivia.
Senhor, confesso que a fé tem me faltado, que a coragem tem me faltado, que o ar falta até quando o assunto é esse. Confesso que não sei fingir tão bem, confesso. Querer chorar? Confesso que dói segurar as lágrimas, o nó na garganta, o buraco dilatando no peito ao invéz de recesser.
Deus, eu não estou aguentando mais.
Deus, eu não consigo mais fingir.
Deus, me ouça, mate isso dentro de mim.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

- o que mais machuca

Eu iria chorar ao ver você entrar num ônibus e ir para longe de mim para sempre, mas é pior saber que você está apenas a alguns metros de distância, distância que eu não ligaria de percorrer para te encontrar. O que mais machuca é saber que estamos tão próximos a ponto de nunca nos ver, estamos tão próximos e ainda assim tão distantes, separados por algo maior que a distância física... a distância emocional. Estamos separados por algo chamado amor não-correspondido, da sua parte é claro. Isso machuca, imaginar que a distância que nos separa um dia não existiu, era apenas o oposto nos unindo cada vez mais. Não dá pra acreditar que antes o que me machuca hoje era minha fonte de felicidade, porque quando eu te encontro eu congelo, eu me arrepio, eu paralizo... e depois eu desabo, desmorono, sufoco o grito. Maldita distancia, o que mais machuca.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

- eu só queria

ter você por perto mais uma vez, poder olhar pra você sem ter que agonizar toda noite.
Não precisar sufocar os gritos e as lágrimas com o travesseiro, poder tocar sua mão sem medo de me arrepiar com a menor troca de calor, ver teu sorriso iluminar os maiores vestígios de escuridão. Eu queria, quero e sempre vou querer você, sempre vou querer seu beijo, seus olhos nos meus, seu perfume na minha blusa outra vez, seu abraço me envolvendo, o gosto da sua boca, o gosto que só a sua tem. Eu quero você, não dá pra notar? Eu deixo tão subentendido assim? De um jeito que você realmente não possa perceber? Talvez você não saiba mais ler meus olhos, as entrelinhas dos lábios como você fazia antes. Eu só queria tudo de novo, como num déjà vi, outra vez.