terça-feira, 27 de julho de 2010

- poesias, arranjos, você

Tentei começar esse texto um milhão de vezes e ainda não sei ao certo o que escrever. Você não vai ler, não vai ver, não vai saber. Permanecerá em segredo. Creio eu que em breve nos veremos, nos cruzaremos e seremos obrigados a nos olhar. Antes, os olhares eram doces, hoje nem tanto. Coração, como foi fazer isso comigo? Sofro a tanto tempo, dei tempo ao tal do tempo e o tempo me enganou. Vou ser obrigada a vestir minha melhor fantasia de garota forte, feliz e divertida outra vez. E vai doer ver você tocá-la, não vai ser fácil ouvir você chamando o nome dela. A pele que um dia me tocou, a voz que tantas vezes repetiu meu nome de formas diferentes... eu ainda me lembro tão bem. Gostaria de saber o que fazer com meus cacos...
Sou algo tão incompleto como melodia sem letra, violão sem corda, lápis sem papel, estrelas sem céu. Sem você sou verdade incerta, natureza morta, dedo sem anel.
Que saudades de você, que vontade de te ver, que sonho ser o que eu já fui um dia.
Que vontade de gritar, que raiva de te amar, que noite escura e fria.

terça-feira, 6 de julho de 2010

- empty

Não faz sentido algum mas eu me sinto tão vazia... mais vazia que o normal. Tenho ficado calada por um motivo que desconheço. Talvez eu até conheça mas ainda não faz sentido. Me deprimir constante e facilmente tem sido normal. Abraço meu corpo frio de madrugada como se eu fosse desmontar-me pela cama. Choro com facilidade.
Nada tem graça e é raridade uma risada gostosa. Falta interesse pelas coisas e pessoas, falta coragem para acordar e sobra preguiça pra ir dormir. Concentração é algo que não conheço mais. Vontade de ficar calada, coisa que eu pensei que jamais teria, é o que mais tenho.
Quanto mais ando, mais quero me afastar. Quanto mais me afasto, mais quero te encontrar. E por mais sozinha que eu esteja, ainda te sinto comigo. Há uma janela aberta no topo de um castelo, olho pra ela e imagino se o mundo é diferente do outro lado da parede.