Tentei começar esse texto um milhão de vezes e ainda não sei ao certo o que escrever. Você não vai ler, não vai ver, não vai saber. Permanecerá em segredo. Creio eu que em breve nos veremos, nos cruzaremos e seremos obrigados a nos olhar. Antes, os olhares eram doces, hoje nem tanto. Coração, como foi fazer isso comigo? Sofro a tanto tempo, dei tempo ao tal do tempo e o tempo me enganou. Vou ser obrigada a vestir minha melhor fantasia de garota forte, feliz e divertida outra vez. E vai doer ver você tocá-la, não vai ser fácil ouvir você chamando o nome dela. A pele que um dia me tocou, a voz que tantas vezes repetiu meu nome de formas diferentes... eu ainda me lembro tão bem. Gostaria de saber o que fazer com meus cacos...Sou algo tão incompleto como melodia sem letra, violão sem corda, lápis sem papel, estrelas sem céu. Sem você sou verdade incerta, natureza morta, dedo sem anel.
Que saudades de você, que vontade de te ver, que sonho ser o que eu já fui um dia.
Que vontade de gritar, que raiva de te amar, que noite escura e fria.

